Todos erram

19 12 2008

Todos erram
Não importa o quão bom alguém é
Todos erram
Não importa o quão sábio alguém é
Todos erram
Não importa o quão detalhista alguém é

Todos erram
Mas nem todos perdoam

Errar é fácil, o difícil é consertar o erro





Sarcasmo

14 12 2008

Em um escritório, em um dos prédios que ficam nas principais ruas da cidade de Porto Alegre, haviam três homens.

Um dos homens se chamava Roberson. De estatura mediana, mais ou menos um metro e setenta, moreno com olhos castanhos. Era simplismente um jovem normal. Ouvia música alta, amava festas, saía com os amigos e não dispensava uma boa partida de futebol.
Havia também outro, que se chamava Diego. O mais novo de todos (e o mais baixinho, também), meida um metro e sessenta e quatro, loiro, de olhos azuis. Extrovertido como ninguém, ele. Adorava fazer brincadeirinhas estúpidas no meio do expediente (houve uma certa vez em que ele colocou sal no café de Roberson, por exemplo, e quase foi demitido).
E não poderiamos deixar de falar sobre Carlos, o “velho rabugento” (apelido carinhoso cedido por seus colegas). Não há muito do que falar sobre a a aperência dele (sem contar as rugas, lógico). Extressado sem igual… odiava brincadeiras no meio do serviço (fora dele também) e, como você pode já ter deduzido por conta própia, não suportava Diego.
- E aí, Roberson, beleza mano?
- E aí cara, como vai?
- Vai indo, hehe.
- Ehr… não me avisaram que era hora do recreio, coleguinhas.
- Olha, olha, olha… o “Velho Rabugento” quer recreio, quer? Porque? Vai atazanar as criancinhas também?
- Não, não, já tenho você pra descontar minha raiva. Ah, à propósito… não chegue muito perto delas: ouvi dizer que algumas têm medo de palhaços…
- Gente, quer parar? É sério, já tá ficando chato.
- Esse moleque vai ver o que é ficar chato depois de ter o rosto esmagado! Vai ficar lindo, parecendo uma bolacha recheada!
- Estás me ameaçando?
- Eu não ameaço. Eu simplismente prevejo o futuro, caro rapaz.
- Pois enfie sua bola de cristal no meio do seu…
- Posso saber o que se passa aqui?
To be continued…




Limão: Cítrico

14 12 2008

Besta
Como pode me fazer isso?
Nojenta, falsa
Vai me desprezar depois de tudo o que eu te dei?
Arrogante
Você deveria ter sido mais educada na hora de me despejar
Ignorante
Eu tentei te dizer o que era certo, mas você se deixou levar por ele
Eu te desprezo
Não suporto mais olhar na sua cara
Morra, vagabunda.





F and J

14 12 2008

Sei que você se esconde
Se esconde, mas não sei aonde
Você está aqui em algum lugar
Mas não consigo te encontrar
Debaixo da mesa de pena torta?
Ou, talvez, atrás da porta?
Aonde estará você? Aonde se escondeu?
Você deixou rastros, ainda bem que não percebeu!
Quer dizer, acho eu
Até agora você não apareceu
Hey, você está aí?
Aonde estará você?
OH MY F*CKING MERLIN!
Nunca mais me assuste assim, Jason!
Está bem, senhor Fred Krueger! u.u





Sendo quem eu sou – Parte I

26 07 2008

Se esconder atrás de máscaras
Já não é o modo que eu gostaria de viver
Quero ser livre para ser mim mesmo
Quero poder dizer o que penso
Quero poder pensar no que digo
Quero gostar do que eu gosto
Quero não gostar do que eu não gosto
Mas antes dar uma chance
Pois talvez depois que eu tenha mudado
Outras coisas tenham mudado
Mas não adianta só querer
Querer é pouco
E de nada adianta querer
Se você não faz
Do que adianta dizer “Eu mudei”
Se nada aconteceu?
Palavras não adiantam
Se não vierem do fundo da alma
E é do fundo da alma
Que eu digo: “Ei pessoal, eu sou humano, sabiam?”





Arco-íris Negro

15 07 2008

Eu vejo as listras negras

A luz do sol se foi

O pote de ouro reluzente

Tornou-se o poço dos pesadelos

Banhado de tristeza

Trilho o longo percurso

Subo os degraus da consciência

Para encontrar-me com a Sra. Consequência

Ela me julga e me pune

Molhado de minahs lágrimas

Percebo que meu maior pesadelo

É me esconder.





PAIÁÇO! *.*

12 07 2008

KOSAPASKPOSKSAPOSAKPSAOKSAPSAPOASKSA. É como me sinto hoje.





Arrependimento

12 07 2008

Sentado no banco da praça

Olhei para todos os lados

Te avistei, linda como sempre

E você virou meu alvo

Seguia cada movimento seu

Meus olhos nunca ficavam imóveis

Não conseguia parar de te acompanhar

Naquele instante só pensava em você

Ás vezes eu sinto

Que podia ter gasto meu tempo

Em coisas melhores

A cada dia que passa

Bate um arrependimento

De ter se apaixonado por você

Maldito coração

Ignorado, eu fiquei multilado

O sangue escorria de mim

Feridas não cicatrizadas

E os sentimentos se tornavam inversos

Desisto de você

Não vale a pena lutar por alguém

Se essa pessoa não faria o mesmo por você

Não vale a pena sofrer

Por alguém que não tem olhos pra você

Siga em frente e veja

Que existe coisa melhor

Que sofrer não vale a pena

Que a paixão é passageira

Que o coração é travesso

E faz você se apaixonar

Por quem não ama

E que amar é difícil

Mas recompensa





Lágrimas D’ouro

12 07 2008

Minha garganta arde

Ao tentar te dizer o que quero

Engulo as palavras

Pois palavras podem me destruír

Um simples amor não compreendido

É o pesadelo da minh’alma

Que clama por socorro

Os pensamentos famintos

Me consomem a cada instante

Como eu posso dizer

Um simples “Eu te Amo”

Se eu nem ao menos

Amo a mim mesmo?

Tento me salvar

Mas o lago profundo

Formado de minhas lágrimas 

Me impede de continuar

Vejo meu reflexo

Naquela poça

De lágrimas d’ouro

Então mergulho em mim mesmo

Cada detalhe é percebido

Detalhes? Quais?

Vejo que sou um vazio

A procura de um cheio

Para me completar

E assim eu verei

Que o tudo veio do nada

E que as lágrimas d’ouro

Fizeram eu me amar

E que sentimentos

Existem em cada lugar

Ou seja

Nem o nulo é nulo

Nem o nada é nada

Nem o vácuo é vácuo

Nem o vazio é vazio.





Tempo

8 07 2008

Nascer ou descobrir?

Crescer ou evoluir?

Ir para a escola ou conhecer pessoas?

Envelhecer ou amadurecer?

Rugas ou marcas da experiência?

Cicatrizes ou vitórias?

Doenças ou consequências?

Morte ou descanço?








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