Lágrimas D’ouro
Minha garganta arde
Ao tentar te dizer o que quero
Engulo as palavras
Pois palavras podem me destruír
Um simples amor não compreendido
É o pesadelo da minh’alma
Que clama por socorro
Os pensamentos famintos
Me consomem a cada instante
Como eu posso dizer
Um simples “Eu te Amo”
Se eu nem ao menos
Amo a mim mesmo?
Tento me salvar
Mas o lago profundo
Formado de minhas lágrimas
Me impede de continuar
Vejo meu reflexo
Naquela poça
De lágrimas d’ouro
Então mergulho em mim mesmo
Cada detalhe é percebido
Detalhes? Quais?
Vejo que sou um vazio
A procura de um cheio
Para me completar
E assim eu verei
Que o tudo veio do nada
E que as lágrimas d’ouro
Fizeram eu me amar
E que sentimentos
Existem em cada lugar
Ou seja
Nem o nulo é nulo
Nem o nada é nada
Nem o vácuo é vácuo
Nem o vazio é vazio.
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- Published:
- Julho 12, 2008 / 2:16 am
- Category:
- Sem-categoria
- Tags:
- Poema
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