Sarcasmo

Em um escritório, em um dos prédios que ficam nas principais ruas da cidade de Porto Alegre, haviam três homens.

Um dos homens se chamava Roberson. De estatura mediana, mais ou menos um metro e setenta, moreno com olhos castanhos. Era simplismente um jovem normal. Ouvia música alta, amava festas, saía com os amigos e não dispensava uma boa partida de futebol.
Havia também outro, que se chamava Diego. O mais novo de todos (e o mais baixinho, também), meida um metro e sessenta e quatro, loiro, de olhos azuis. Extrovertido como ninguém, ele. Adorava fazer brincadeirinhas estúpidas no meio do expediente (houve uma certa vez em que ele colocou sal no café de Roberson, por exemplo, e quase foi demitido).
E não poderiamos deixar de falar sobre Carlos, o “velho rabugento” (apelido carinhoso cedido por seus colegas). Não há muito do que falar sobre a a aperência dele (sem contar as rugas, lógico). Extressado sem igual… odiava brincadeiras no meio do serviço (fora dele também) e, como você pode já ter deduzido por conta própia, não suportava Diego.
- E aí, Roberson, beleza mano?
- E aí cara, como vai?
- Vai indo, hehe.
- Ehr… não me avisaram que era hora do recreio, coleguinhas.
- Olha, olha, olha… o “Velho Rabugento” quer recreio, quer? Porque? Vai atazanar as criancinhas também?
- Não, não, já tenho você pra descontar minha raiva. Ah, à propósito… não chegue muito perto delas: ouvi dizer que algumas têm medo de palhaços…
- Gente, quer parar? É sério, já tá ficando chato.
- Esse moleque vai ver o que é ficar chato depois de ter o rosto esmagado! Vai ficar lindo, parecendo uma bolacha recheada!
- Estás me ameaçando?
- Eu não ameaço. Eu simplismente prevejo o futuro, caro rapaz.
- Pois enfie sua bola de cristal no meio do seu…
- Posso saber o que se passa aqui?
To be continued…

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